Conforto e Eficiência em Casa

No curto prazo:

    • Calafetagem de portas e janelas que estejam a conduzir a uma entrada significativa de ar frio na habitação;
    • Uso cuidadoso dos aquecedores a óleo e termoventiladores, desligando-os durante a noite e regulando adequadamente a temperatura de funcionamento evitando colocá-los no máximo (em que os equipamentos permanecem quase de certeza sempre ligados);
    • Recorrer à biomassa através da queima de lenha em lareiras, evitando as lareiras abertas, e usando recuperadores de calor ou sistemas a pellets; a sua utilização deve ser no entanto moderada, porque a queima de biomassa, de acordo com o tipo de instalação, pode causar uma poluição do ar significativa por partículas e pode também prejudicar a qualidade do ar interior, podendo em algumas situações, tal como aquando do uso de braseiras, provocar intoxicações por monóxido de carbono que podem levar à morte.
    • Não esquecer de usar roupas mais quentes e confortáveis.
    E no longo prazo:
    • Investir em isolamento térmico com eco materiais ou materiais reciclados, em coberturas e pavimentos interiores ou exteriores, em paredes exteriores ou interiores;
    • Substituir envidraçados, aplicando melhores janelas nas habitações, que reduzem significativamente as perdas de calor para o exterior, beneficiando-se também de uma redução do ruído exterior; este material tem já também uma etiqueta energética, para ajudar o consumidor a fazer uma escolha mais eficiente aquando deste investimento;
    • Investir em equipamentos como ar condicionado/bomba de calor que, embora apresentem um custo elevado e impliquem algum ruído, têm uma eficiência na produção de calor quatro a cinco vezes superior à de um irradiador a óleo. Além disso, a evolução tecnológica está a apresentar cada vez mais opções no mercado e com valores mais acessíveis.

    Os consumidores, coletivamente, podem pressionar por mais e melhores apoios para a renovação da habitação, além de informar-se sobre medidas de eficiência energética nos edifícios.

    Apoios disponíveis para renovação dos edifícios residenciais

    Neste momento, o único programa de apoio disponível é o E-LAR (2.ª Fase), que apoia a aquisição de equipamentos eficientes e a eletrificação dos consumos energéticos, ajudando a reduzir custos e a descarbonizar as casas.

    Sabemos que os programas anteriores, como Edifícios Mais Sustentáveis e Vale Eficiência, ainda apresentam dificuldades nos reembolsos e na resposta às pessoas que submeteram candidatura. Por isso, com esta campanha queremos apoiar a melhoria desses programas e garantir que estes problemas não voltem a acontecer no futuro.

    Participe e ajude-nos a construir programas de apoio que realmente funcionem!

    Programa E-Lar

     

    O único programa de apoio atualmente aberto é o E-LAR (2.ª Fase), até 31 de maio de 2026. Este programa do PRR apoia famílias na aquisição de equipamentos eficientes e na eletrificação dos consumos energéticos, contribuindo para a descarbonização e a reciclagem de equipamentos a gás, abrangendo Portugal Continental e com subvenções até 100%.

    Mais informações: https://www.fundoambiental.pt/e-lar.aspx

    Outros instrumentos de apoio à eficiência energética 

     

    No final de 2025, foi criado também um instrumento financeiro em empréstimo reembolsável para intervenções de eficiência energética no setor residencial, incluindo isolamento, bombas de calor, janelas eficientes, climatização renovável e produção de energia para autoconsumo, abrangendo todo o território nacional, Açores e Madeira. Podem candidatar-se pessoas singulares, arrendatários autorizados, municípios, cooperativas, IPSS e outras entidades com atividade habitacional ou social.

    A Agência para o Clima e o Banco Português de Fomento (BPF) asseguram a gestão, monitorização e articulação com outras linhas de apoio, com acesso à linha de crédito através das instituições financeiras aderentes.

    Mais informações: https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/442-a-2025-983504221